domingo, 18 de dezembro de 2011

Mist

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Sei que sim que um dia tudo vai acabar. O nevoeiro sempre presente vai acabar por nos consumir a todos e vamos desaparecer. Nada é eterno, nem a mais simples palavra pronunciada vive por muito tempo pois morre logo após ser pronunciada. Os gestos esses são como as palavras, pois até o sorriso mais brilhante vai eventualmente acabar por desvanecer para dar lugar a uma total falta de expressão. Que podemos nós fazer então, senão aceitar este nosso destino, se a ele não podemos fugir por muito que nos escondamos...





domingo, 4 de dezembro de 2011

Secrets



Guardo segredos que a mim estão acorrentados e selados por correntes enferrujadas. Segredos que me consomem a vida a cada dia que passa e que quase não me deixam continuar a viver por saber que lá estão. As correntes essas, que enferrujaram com o passar do tempo, estão cada vez mais fracas, mas mesmo assim ainda apertam, e eu consigo sentir esse apertão constantemente. A chave que uso para abrir o cadeado, também este enferrujado, raramente foi utilizada, mas ando sempre com ela na esperança de a poder voltar a utilizar e fazer com que a dor pare, nem que seja por um só segundo.

domingo, 20 de novembro de 2011

Life is my Muse

Disto eu ás vezes só sei falar
A minha vida e amor, expressar
Mas esta é a mais pura das verdades
Deidades destas nunca mais quero amar

Vida esta que nem sempre é boa
Amor este que nem sempre e verdadeiro
Onde palavras e risos que são mentiras
Não passam apenas de alegorias

Musas minhas escondidas
Para sempre ficarão perdidas
Entre as pessoas falsas
Jamais serão encontradas



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

City

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Fez ontem uma semana que fui a Lisboa com os meus amigos. Tenho andado a evitar escrever sobre este assunto porque não sabia expressar verdadeiramente o que sentia... Claro que me diverti, sempre que estou com eles eu estou bem, mas o que mais me perturbou foram as coisas que eu vi, que apesar de já estar habituado, causam-me sempre uma dor no coração. Desde de pessoas sem abrigo a dormirem ao relento a um protesto silencioso que não entendi bem acerca do que era pois nem consegui olhar directamente para aquele homem nu coberto de tinta vermelha que tinha um gancho ao pescoço... Outra coisa que vi em Lisboa foi a enorme quantidade de pessoas que tentavam ganhar algum dinheiro a pedir nos cantos das ruas da cidade, uns que apenas se limitavam a ficar sentados ou deitados cobertos com uma manta para se protegerem do frio, sem sequer olhar nos olhos das pessoas que lhes iam deixando as suas moedas, com vergonha, e outros que por outro lado tentavam alegrar as ruas onde estavam ao proporcionar algum tipo de entretenimento. Uma mulher em particular por quem eu passei duas vezes, estava a tocar concertina na primeira vez que passei por ela, mas na segunda vez já ela estava a arrumar o instrumento dentro da mala enquanto dois policias a ameaçavam... Apesar de tudo o que vi nem tudo foi mau, o que verdadeiramente me fez ver que ainda existem pessoas que se preocupam com os outros foi um grupo de jovens que estavam a cantar todos juntos para tentar angariar algum dinheiro para reconstruir casas para idosos, infelizmente não lhes dei nenhum dinheiro porque só me apercebi do que eles estavam a fazer quando já estava longe deles, mas se eu soubesse se calhar ter-lhes-ia dado todo o dinheiro que tinha e ainda hoje arrependo-me de não ter voltado para trás para falar com eles porque são estas boas acções que mostram que nem tudo está perdido.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Invisible


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Olá. Sim sou eu, aquela pessoa que te está a acenar por baixo do teu limiar de visão, por quem tu passas todos os dias, na rua, na escola ou no emprego e tu finges nem ver...
Queria só te dizer que eu estou aqui e, apesar de tu me ignorares, eu sei que tu também me consegues ver tão bem como eu te vejo a ti. Consegues ver as lágrimas que escorrem pela minha face, como eu vejo o teu sorriso falso que usas todos os dias. Eu sei que me consegues ver porque vens sempre ter comigo quando necessitas da minha ajuda, mas quando eu preciso da tua eu não sou mais do que uma mera pedra da calçada que tu pisas todos dias. 
Quero que saibas que eu não vou estar aqui para sempre, quando deres por isso eu terei desaparecido e ai já não vais ter de fingir que não me vês. Tenho a certeza que nem te vais importar com isso pois vais arranjar outra pessoa invisível como eu para te fazer o que quiseres, por isso não me interessa minimamente se vais sentir a minha falta ou não... Sim, a partir dai eu vou realmente estar invisível...

sábado, 15 de outubro de 2011

Broken

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As fendas quebradas pelas tuas palavras ainda se mantêm desenhadas no que ainda resta do meu coração partido. O sangue das tuas mentiras ainda escorre através delas como uma doença incurável nunca permitindo que elas se curem e fechem. Apesar de ele já não bater, ainda guardo dentro dele a tua imagem que me tortura todos os dias sempre que os teus olhos espreitam  por entre as quebras. Mas por muito que eu tente, por maiores que sejam os espaços entre as fenda, não parecem ser suficientes para te tirar de dentro dele...

domingo, 25 de setembro de 2011

Peace


Sonho com um sitio impossível que apenas pode existir na ponta de uma caneta. Um sitio que apenas sai pelas palavras escritas e não pronunciadas de um sonhador acordado. Palavras essas que irão de boca em boca, ou de mão em mão, ter com todos. Todos esses que podem sentir o mesmo e que não fiquem indiferentes ao que ele tem a dizer. Espero que talvez um dia essas palavras sonhadas sairão da nossa imaginação e que vão se encontrar com a realidade.