domingo, 4 de março de 2012

Hope



Esperança é o que o coração humano tenta sempre procurar, pois por muito escuro que esteja, o sol irá sempre acabar por se mostrar e assim desvendar o caminho que procuramos encontrar. 
Esperança é ter fé em algo que a superfície não parecemos realmente acreditar, é o pensar positivo até das mentes mais obtusas e racionais que consigamos encontrar. 
Esperança é ir mais longe do que aquilo que o nosso corpo nos permite ir, é o não desistir, é o levantar sempre que nos deitam abaixo.
Esperança é ter força de sorrir, força de beijar, é força de ir e nunca mais parar.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Paths

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Pergunto-me muitas vezes sobre como seria a minha vida se eu tivesse optado por outro caminho sem ser este que estou agora a percorrer. Não é por eu não gostar deste caminho por onde ando todos os dias, mas gostava de saber o que teria acontecido se tivesse falado com outras pessoas, ido a outros lugares, ou dito outra palavra. Será que ainda teria as mesmas amizades que tenho hoje, ou até os mesmos problemas... Uma fracção minha tem sempre essa curiosidade sobre o "e se" de alguns momentos chave da minha vida, outra por outro lado, nem quer saber o que poderia ter acontecido se tivesse feito outras escolhas. Mas a curiosidade mantém-se e não vai ser abafada por um simples "não quero saber" vindo de uma região mais obtusa do meu pensamento, ela vai sempre lá estar a perguntar-me se eu deveria ter feito outra escolha, ou escolhido outro caminho...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Same old life

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Todos os dias e todas as noites, existe sempre a mesma enfadonha rotina, que lentamente me mata por dentro. Todos os dias da minha existência são preenchidos pelas mesmas dores que me atingem o peito como um tiro. Então uso sempre os mesmos cuidados para não deixar mais ninguém entrar dentro do meu mais intimo ser, pois nada seria igual a partir desse momento. Por isso mantenho sempre a mesma vida, sabendo que nunca nada deverá ser alterado ou perturbado para manter alguma ordem onde não parece existir alguma e não deixar que mais ninguém me magoe.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Mist

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Sei que sim que um dia tudo vai acabar. O nevoeiro sempre presente vai acabar por nos consumir a todos e vamos desaparecer. Nada é eterno, nem a mais simples palavra pronunciada vive por muito tempo pois morre logo após ser pronunciada. Os gestos esses são como as palavras, pois até o sorriso mais brilhante vai eventualmente acabar por desvanecer para dar lugar a uma total falta de expressão. Que podemos nós fazer então, senão aceitar este nosso destino, se a ele não podemos fugir por muito que nos escondamos...





domingo, 4 de dezembro de 2011

Secrets



Guardo segredos que a mim estão acorrentados e selados por correntes enferrujadas. Segredos que me consomem a vida a cada dia que passa e que quase não me deixam continuar a viver por saber que lá estão. As correntes essas, que enferrujaram com o passar do tempo, estão cada vez mais fracas, mas mesmo assim ainda apertam, e eu consigo sentir esse apertão constantemente. A chave que uso para abrir o cadeado, também este enferrujado, raramente foi utilizada, mas ando sempre com ela na esperança de a poder voltar a utilizar e fazer com que a dor pare, nem que seja por um só segundo.

domingo, 20 de novembro de 2011

Life is my Muse

Disto eu ás vezes só sei falar
A minha vida e amor, expressar
Mas esta é a mais pura das verdades
Deidades destas nunca mais quero amar

Vida esta que nem sempre é boa
Amor este que nem sempre e verdadeiro
Onde palavras e risos que são mentiras
Não passam apenas de alegorias

Musas minhas escondidas
Para sempre ficarão perdidas
Entre as pessoas falsas
Jamais serão encontradas



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

City

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Fez ontem uma semana que fui a Lisboa com os meus amigos. Tenho andado a evitar escrever sobre este assunto porque não sabia expressar verdadeiramente o que sentia... Claro que me diverti, sempre que estou com eles eu estou bem, mas o que mais me perturbou foram as coisas que eu vi, que apesar de já estar habituado, causam-me sempre uma dor no coração. Desde de pessoas sem abrigo a dormirem ao relento a um protesto silencioso que não entendi bem acerca do que era pois nem consegui olhar directamente para aquele homem nu coberto de tinta vermelha que tinha um gancho ao pescoço... Outra coisa que vi em Lisboa foi a enorme quantidade de pessoas que tentavam ganhar algum dinheiro a pedir nos cantos das ruas da cidade, uns que apenas se limitavam a ficar sentados ou deitados cobertos com uma manta para se protegerem do frio, sem sequer olhar nos olhos das pessoas que lhes iam deixando as suas moedas, com vergonha, e outros que por outro lado tentavam alegrar as ruas onde estavam ao proporcionar algum tipo de entretenimento. Uma mulher em particular por quem eu passei duas vezes, estava a tocar concertina na primeira vez que passei por ela, mas na segunda vez já ela estava a arrumar o instrumento dentro da mala enquanto dois policias a ameaçavam... Apesar de tudo o que vi nem tudo foi mau, o que verdadeiramente me fez ver que ainda existem pessoas que se preocupam com os outros foi um grupo de jovens que estavam a cantar todos juntos para tentar angariar algum dinheiro para reconstruir casas para idosos, infelizmente não lhes dei nenhum dinheiro porque só me apercebi do que eles estavam a fazer quando já estava longe deles, mas se eu soubesse se calhar ter-lhes-ia dado todo o dinheiro que tinha e ainda hoje arrependo-me de não ter voltado para trás para falar com eles porque são estas boas acções que mostram que nem tudo está perdido.